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Vocação urbana
aceleraai / 17 de setembro de 2017 / Teste

O Renault Kwid chegou ao mercado com famas antagônicas: de ser o carro nacional mais barato do mercado e de ter projeto indiano, com reprovação em testes de segurança no seu país de origem. Mas agora fabricado em São José dos Pinhais (PR), ele precisa se livrar mesmo da segunda opção. E só poderá fazer isso quando comprovar que a Índia estava errada. Independentemente das opiniões, o pequenino da marca francesa pretende agradar os consumidores que precisam de um carro urbano, econômico e com conteúdos mínimos.

Compacto por foram Kwid está sendo tratado como se fosse um SUV, mas não é bem assim

Compacto por foram Kwid está sendo tratado como se fosse um SUV, mas não é bem assim

E se a escolha for da versão Intense – avaliada pelo Acelera Aí – , o proprietário pode até ficar mais satisfeito. Mas a grana for mais curta e a opção se limitar ao modelo Life, este consumidor passará por maus bocados. O carro é realmente pelado e desagradou até mesmo quem já havia feito o depósito de R$ 1 mil durante a pré-venda. Teve gente que até cancelou o negócio após fazer o test-drive na concessionária.

Mas o papo do momento é o Kwid completo, que custa R$ 40 mil. Por este valor, você terá um carro que quer ser SUV. Realmente, trata-se de um hatch, compacto por fora e razoável por dentro – e só. Há momentos de aperto. Começa que para acessar o habitáculo o vão da porta é muito estreito e dificulta até mesmo para pessoas de baixa estatura – 1,58m, por exemplo.

Traseira Kwid - teste

O acabamento interno é espartano, apesar de ter bons arremates das peças plásticas do painel e portas, e dos tecidos dos assentos, aliás, com grafismos bem agradáveis. A posição de dirigir imita a de um utilitário, ou seja, mais altinha. Os instrumentos estão bem localizados e são de fácil leitura, apesar de serem pequenos. Como no Scénic, os controles dos vidros elétricos dianteiros ficam no painel, quando o local mais comum seria nos puxadores das portas.

Surpreendeu também o tamanho do porta-malas. São quase 300 litros que acomodam bem as bagagens. Ponto a favor também para os cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça para todos os passageiros que viajam na parte traseira do habitáculo.

Guiar o Kwid é mais um exercício de antagonismo. Se por um lado o motor 1.0 proporciona um comportamento dinâmico interessante, em contrapartida o modelo parece instável quando encara rodovias, além de transmitir sem parcimônia os ruídos do motor para dentro do carro. Talvez seja um problema de acústica fácil de resolver durante a manufatura. Agora se é marca de nascença, prepara-se para se acostumar.

Bom porta-malas, motor pequeno mas eficiente e encosto de cabeça para todos: qualidades do Kwid

Bom porta-malas, motor pequeno mas eficiente e encosto de cabeça para todos: qualidades do Kwid

O responsável por este desempenho satisfatório é o motor da família SCe, com 999 cc de cilindrada de três cilindros e 12 válvulas. Ele busca aliar desempenho com economia. E parece ter conseguido atingir seu objetivo: na cidade, abastecido apenas com gasolina, registramos 14 km/l e, na estrada, 15 km/l. Nada mal.
No trânsito rodoviária, o Kwid se mostrou um pouco instável. Parece balançar ao receber ventos laterais, algo muito comum durante o final do inverno tropical.

Os itens de série do modelo estão dentro dos padrões brasileiros. Custa caro, mas possui dois airbags laterais, dois airbags frontais, ponto de fixação Isofix (dois), direção elétrica que facilita sobremaneira as manobras, ar-condicionado eficiente, além do cobiçado trio elétrico.

Não poderiam faltar o rádio com Bluetooth e as entradas USB e AUX, além do sistema multimídia chamado Media NAV 2.0 com câmera de ré. Lembre-se que para abrir a porta traseira não há alavanca e sim um botão no painel, ou faça isso através da chave, pois a fechadura é lacrada.

Fotos: Eduardo Aquino
Texto: Luís Otávio Pires

Teste Kwid - ficha

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